Ela queria controlar os passos do marido

Ela queria controlar os passos do marido

Patrícia conta que no início da união sofria muito por ser controladora. Saiba como ela mudou e entenda a importância do equilíbrio na vida a dois

Se tem uma atitude dentro do relacionamento que pode ser destrutiva é a de querer controlar o outro o tempo todo. Quem convive com uma pessoa controladora tem a sensação de estar compartilhando sua vida com um verdadeiro detetive.

O cônjuge controlador checa tudo que pertence ao parceiro: carteira, bolsos, celular, e-mails, etc. E faz perguntas como “com quem você conversou hoje?”, “onde você estava?”, “por que falou com fulano?”, entre outras.
Agir dessa forma “intoxica” o relacionamento. Os apresentadores e palestrantes Renato e Cristiane Cardoso observam que a pessoa controladora é, na verdade, insegura. “Esse comportamento faz com que o outro queira se afastar e que a relação esfrie, mas é algo que a pessoa não consegue controlar. Ela sabe que não deveria ser assim e continua sendo”, declara Cristiane.

Renato acrescenta que é preciso encontrar o motivo que causa esse sentimento. “Essa insegurança pode ter várias raízes no passado, seja na relação atual ou em algo que aconteceu antes dela. A pessoa tem medo de perder o casamento e se acha inferior. Então, enquanto não tratar essa raiz, a natureza controladora continuará se manifestando.”

Como mudar esse jeito
A microempreendedora Patrícia de Jesus Santos, de 33 anos, conta que no início do casamento com o adestrador de animais Leonardo Adriano Borsari, de 36 anos (foto a esq.), ela era extremamente controladora. No entanto achava que suas atitudes eram demonstrações de amor.

“Ele foi meu primeiro namorado. Tínhamos 13 anos quando iniciamos o namoro, que durou 11 anos! Fomos morar juntos, mas brigávamos bastante porque eu era muito controladora. Queria saber todos os detalhes do dia dele, dizer o que ele podia ou não fazer e, se não acontecia do jeito que eu queria, discutíamos.”

Aparentemente, Leonardo fazia as vontades da esposa, mas estava se distanciando emocionalmente. “Fazia o que ela queria para não brigarmos mais, mas detestava aquele comportamento dela. Com o passar do tempo, passei a não ter mais prazer em conversar com minha esposa. Me sentia vigiado 24 horas. Coloquei na cabeça que queria me
separar”, afirma.

Vendo a apatia no casamento deles, a mãe de Leonardo os orientou a buscar ajuda na Terapia do Amor. “Quando chegamos lá entendi que agia daquela forma não porque o amava, mas porque era insegura e tinha medo de perdê-lo. Precisei vencer traumas da infância e ser humilde para pedir perdão e recomeçar”, conta Patrícia.

Eles oficializaram a união no Altar do Templo de Salomão, em São Paulo, em 15 novembro do ano passado. “Aquele dia marcou o começo de uma nova fase para nós. Hoje temos diálogo e buscamos sempre o equilíbrio para não cair nas mesmas armadilhas de antes”, conclui Leonardo.

A Terapia do Amor acontece todas as quintas-feiras no Templo Maior ou em uma Universal mais próxima de você. Para mais informações, acesse terapiadoamor.pt

 

Fonte: Universal

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2019-03-25T14:43:06+00:00